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Série II / Número 1 / Volume
Junho 1979
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A partir da década de 60 ocorreu um grande incremento no estudo da fixação de N2, devido a varias descobertas notáveis então realizadas: no campo biológico, o isolamento de extractos livres de células de bactérias que se mostraram capazes de fixar N2, in vitro; no campo químico, a possibilidade de redução de N2a NH3 em condições relativamente suaves por meios de sistemas formados por um composto de metal de transição e um redutor enérgico em condições anidras. Entretanto, em 1965, foi preparado o primeiro complexo com a molécula de N2 coordenada, ao qual vários outros se seguiram, cobrindo actualmente em elevada extensão a tabela periódica desde o grupo IVB ate ao VIII. Dificuldades de nomenculatura destes compostos têm, porém, sido sentidas na designação uniforme da própria molécula de N2 a qual não tem obedecido a um critério único, tendo-se apresentado sob diversas formas tais como a francesa ''azote (sem vida) e a inglesa ''nitrogen'' (nitrogerador), ambas coincidentes com os nomes do elemento nas respectivas línguas, sendo, porém, actualmente substituidas pelas designações ''diazote'' e ''dinítrogen'', respectivamente, traduzíveis por ''diazoto'' e ''dinitrogénio''. O nome que a molécula de N2 apresenta no estado livre é mantido quando esta passa a constituir um ligando em compostos de coordenação, embora a designação, actualmente em desuso, de ''nitrogenilo'' (por analogia com carbonilo) tenha também sido proposta.